A cidade acorda pequena.
E longo,
meu coração estranha o gosto do dia.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
domingo, 1 de março de 2015
tigres
Escasseiam as palavras,
nos tentos e das promessas
sobram retalhos,
os tigres, sorrateiramente,
se deslocam pela cidade.
nos tentos e das promessas
sobram retalhos,
os tigres, sorrateiramente,
se deslocam pela cidade.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Flores do mal
Vejo muitos medos e angustias, preocupações e inseguranças nas
faces burguesas, leio e ouço nos becos e colunas um ruído surdo, que ocupa os
lares e as falas; sinto uma tensão no ar, uma pressa, uma urgência na cidade,
mas quem são e de onde vem estes bárbaros, estes outros que incomodam tanta
gente?
Quem são estes milhões, multidão que invade as nossa metrópoles,
suja as nossas ruas e ocupa as nossas praças e praias com seus insensatos
desejos, com seus impossíveis sonhos e suas enormes aflições?
Quem são estes estrangeiros que invadem o nosso mundo, em
massa, inundam os nossos lugares com as suas novas aquisições, com seus carros brilhantes
, seus bens e vestimentas de marca, enchendo em gritos os bares e os shoppings,
se multiplicando em bandos familiares, deslocando-se em aplicadas tropas de
jovens e de velhos?
Quem são estes que abandonam os seus sítios originais, e
movendo sem ordem, filas e educações, caminhando sem princípios e fins,
desconhecem as praticas e conhecimentos civis, quem são aqueles que deslocam
com pressa, altivos, barulhentos e brutais, sem pátria e sem lei?
Não haverá chefes e comandantes neste exercito entusiasmado
pelas noites de sábados, pelos
churrascos em domingos e dias de feriados, acelerados, seus corpos e espíritos,
pelos inúmeros shows e espetáculos, animados pela musica ritmada das festas,
dos ritos e comemorações?
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Aqui e ali
Fora do alcance imediato, e’ sempre logo ali, se aproximando, antecipado aqui, jogados, `a mesa, os dados e enigmas, cartas como surpresas, que conseguimos superar, abrir a porta ou pular o muro, dobrar a próxima esquina, acompanhar o som ou o cheiro da dor que mergulha, em suor, na multidão que ronda, indecente, a viagem despida.
Uma cidade, pelo movimento, desenhada no caminho, as suas ruas, eixos, visadas e brilhos, para os deslocamentos dos que levam sentido, vida e meia, passo a passo, em direção, e como, ao prazer e a emoção.
21/06/2013
carnaval
15/02/2015
sábado, 18 de janeiro de 2014
Do mal artificial1
Diante das catástrofes, naturais ou frutos das ma'quinas, diante do imprevisto e do inominável, na presença da impotência humana frente os mais destrutivos eventos, nos perguntamos de quem e’ a culpa, qual o responsável, quais as origens de tanta dor e desespero.
Na ausência divina, inventamos um mal, que instrui o fogo, que alimenta as aguas, que sopra os turbilhões de ventos e tempestades, que estimula as desgraças anunciadas e nunca antecipadas, um mal que não e' natural.
Na ausência divina, inventamos um mal, que instrui o fogo, que alimenta as aguas, que sopra os turbilhões de ventos e tempestades, que estimula as desgraças anunciadas e nunca antecipadas, um mal que não e' natural.
Se não podemos lançar esta responsabilidade na natureza, insensível nas suas leis e determinações, se Deus permanece uma promessa, buscamos as causas nos homens, nas suas ganâncias e imprevidências, nos seus pecados que ocasionam estes sofrimentos.
Homens e mulheres, em bando, são então indicados `a punição por suas ações irresponsáveis e imorais, expostos `a dura e pu'blica execração por seus crimes, julgados e condenados de antemão `as provas e circunstâncias.
Porque precisamos do mal para explicar as coisas do mundo?
23.12.2013
13.02.2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
O risco da representação
O risco inerente a qualquer processo de representação, ao definir e conceituar a realidade para agir , para ampliar o poder humano sobre o mundo, e’ “ aquele que consiste em tomar a definição pela realidade”.
Deslocado do objeto, a representação se apresenta como uma idolatria, onde as imagens, os ídolos, ocupam o lugar das coisas e dos fatos, se desviam dos fenômenos e apenas como uma aparência se expõem a admiração dos homens.
Sombras desfilam incontidas suas partes e desfeitas unidades, fracionados os pedaços de suas incompletas estruturas, dispostos `as múltiplas e `as diversificadas interpretações.
Deslocado do objeto, a representação se apresenta como uma idolatria, onde as imagens, os ídolos, ocupam o lugar das coisas e dos fatos, se desviam dos fenômenos e apenas como uma aparência se expõem a admiração dos homens.
Sombras desfilam incontidas suas partes e desfeitas unidades, fracionados os pedaços de suas incompletas estruturas, dispostos `as múltiplas e `as diversificadas interpretações.
Onde se coloca a capacidade original da linguagem em nomear as coisas, soma-se a falta da representação política, de prover a transferência de um desejo ou uma insatisfação subjetiva para a fala de um outro sujeito, por delegação, para discursar e decidir em nome , impotente em acompanhar a continua transformação dos negados gozos, em tempos cada vez mais curtos, de estreitas e limitadas esperanças.
Saudades da aristocracia palaciana, republicana, com sua tolerancia postura, e
( in)devidos compromissos públicos?
Saudades da aristocracia palaciana, republicana, com sua tolerancia postura, e
( in)devidos compromissos públicos?
Onde suporta o tempo as diversas marcas e se alinha ao fraco,
onde sustenta o seu corpo e a solidão dos teus olhares ,
dos gritos informes, da imediata exaustão?
onde sustenta o seu corpo e a solidão dos teus olhares ,
dos gritos informes, da imediata exaustão?
Infinitas tristezas.
alterado em outubro 2015
alterado em outubro 2015
Assinar:
Postagens (Atom)
